"Eu sei como é se sentir extremamente pequena e insignificante e como isso dói em lugares que você nem sabia que tinha em você. E não importa quantos cortes de cabelo você faça, quantas vezes vá a academia ou quantas garrafas você toma com suas amigas, você continua indo pra cama todas as noites… repassando todos os detalhes e se perguntando o que fez de errado ou como pôde ter entendido errado... ou como por aquele momento pensou que era feliz."
(Filme: O Amor não tira férias)
Tem
momentos que nada está bem, me mexo na cama como se fosse um bife na
frigideira, mas parece que jamais me sinto satisfeita. Perdida em algum ponto
entre a certeza e o abismo. Possivelmente aquele vestido que hoje me vestia muito
bem, amanhã me fará parecer gorda, ou então aqueles sapatos que quando comprei
foram, na minha opinião, uma boa aquisição e hoje estão no armário cobertos de
poeira e acumulando mofo. Assim, simplesmente.
Minha
vida anda do mesmo jeito... me perdendo do por que da caminhada.
Como
se minha alma não quisesse mais permanecer no meu corpo, como se ela tivesse
vontade de sair para algum lugar, aborrecida por ter de ficar aqui neste lugar.
Se ao menos não fosse tão limitada como é. Para ela, algo não caminha bem, mas
ela teima em permanecer em silêncio e só se agitar dentro de mim como pipocas
estourando numa panela. Esse inferno a embota.

