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terça-feira, 10 de maio de 2011

"tudo está certo, no seu lugar..."



"Quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela,
uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas,
e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar,
para poder vê-las assim."

(Cecília Meireles)

Esta náusea retardante que me define, já não menciona mais meus ideais intransitáveis.
Esta tristeza maldita que desatende às minhas ideologias.
É claramente a utopia deste amor arrebatador. 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

perdida em sonhos e realidade


☊ emptiness


"Não faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai. Sem caminho marcado.
Tu és o de todos os caminhos.
Sê apenas uma presença.
Invisível presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperarão por ti,
Sem te falarem. Sem lhes falares. "

(Cecília Meireles)

Enchente ou devastação?
Olho para frente e não vejo o que sobrou e nem onde ficou. Deveria, se pudesse.
Se importe não. Esta coisa de ter o caminho vazio deve ser o vento, balançando uma rede. Há tanta coisa para ser feita, não sobra espaço para essas futilidades tão... necessárias. O restante a gente inventa, desforra, arruma. Calma. Oxalá.