☊ revelry ♪
"Aprendi que tudo passa, tomando chá ou cachaça
Tomando champanhe ou não
Aprendi da importância de não dar muita importância
Ficar com os meus pés no chão
Aprendi que viver cansa, mesmo vivendo na França
Mesmo indo de avião
Aprendi que a descrença, a desconfiança e a doença
São partes da maldição
Aprendi que a ignorância, a sordidez e a ganância
São lavas desse vulcão
Aprendi que essa fumaça a minha janela embaça
Por fora, por dentro, não"
(Itamar Assumpção)
Tomando champanhe ou não
Aprendi da importância de não dar muita importância
Ficar com os meus pés no chão
Aprendi que viver cansa, mesmo vivendo na França
Mesmo indo de avião
Aprendi que a descrença, a desconfiança e a doença
São partes da maldição
Aprendi que a ignorância, a sordidez e a ganância
São lavas desse vulcão
Aprendi que essa fumaça a minha janela embaça
Por fora, por dentro, não"
(Itamar Assumpção)
Morre-se devagar. Esse inferno que embota a alma.
De princípio, apagam-se as luzes. Não se vê mais (ora, se não há o que ver, o ato de abrir os olhos pode perder totalmente o sentido).
Logo é a luz que o apaga. A despeito de tudo e encorajado pela infinitude da escuridão de si mesmo, continua-se, assim mesmo: olhos fechados, óculos pendurados inutilmente na mão, o suor a ensopar as roupas, os cabelos e os pensamentos.
O sol aguenta bastante, mas apaga também. Ao menos, é o que dizem.
Na escuridão não se vê nada. Não vê nada e ainda assim se sabe tudo. Descobre-se, pra nunca mais perder-se.
Se não existir a luz própria, o lado sombrio domina e mata.











