É nervoso que se entra no mar
pela primeira vez. É com receio. É com aquele incômodo leve que é quase incontrolável,
que se entra prendendo a respiração, no mar. São pequenas coisas como essa que
fazem essa vida maluca acabar, no final das contas, valendo a pena. Sem entender
as inocentes sensações. Pela inesquecível e assustadora primeira
vez. E, se nós formos pessoas de sorte, vai ser desse jeito, sempre.
"E re… nasceria, depois. Em cada amanhecer, renovada e sempre a mesma, endurecida em sua natureza."
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
dança comigo
"Leve o tempo que precisar para sarar, mas não esqueça de um dia compartilhar o seu coração com outra pessoa."
(Elizabeth Gilbert em: Comer, Rezar, Amar)
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
?
Parece que eu sempre estava certa de quem eu era e o que eu precisava. Precisava viver. Muito frio na barriga quando as borboletas fazem festas; precisava ser feliz, como eu sempre costumava dizer quando estava de malas prontas para os dias mais ensolarados e coloridos do ano. Fácil, sou uma pessoa simples. Adoro rir, ler, tomar sorvete, praia. De alma antiga, gosto de saber de coisas que já perderam a sua importância, como aquele cheiro da naftalina. Traduzir-me. Contente, ou melhor: feliz. E, um dia, você. Fiquei ainda mais feliz, mas já não estou certa de várias coisas que tinha como seguras. Em algum ponto do caminho me perdi do porquê da caminhada. Já não estou muito certa de quem sou, a não ser quando estou certa de que sou quem te ama. Já não estou muito certa do que quero, a não ser do que inclua nós dois, dentaduras e cadeiras de balanço. Rendo-me. Revelo coisas divertidas sobre mim: que consigo ter esperanças, que choro de saudade, que sou ciumenta e grudo como um carrapato. Sem pensar muito a respeito, reduzo a marcha, paro sem aviso e sento-me à beira. E descubro coisas divertidas sobre mim que você me diz: que falo de um jeito elegante, que respeito seu espaço e tempo, que sou ciumenta e grudo como um carrapato. Talvez por isso tenha começado a caminhada. Do nada, já não estou tão velha, sinto ímpetos juvenis, adolescentes, decrépitos. Tenho gostado cada vez mais dos novos barulhos e trilhas sonoras dos meus dias. Não gosto de me afastar de você. Perco minhas novas alusões e já não posso me restringir às antigas. Novos sorrisos, elogios e motivos de felicidade, talvez instantânea, talvez duradoura. Gosto de ser quem sou quando estou com você. Gosto de quem você é quando está comigo. Arrepios pelo corpo, encontros inesperados e um único e mesmo desejo. Sinto-me feliz de estar certa de que amo um homem que é como é o pouco que seja por causa de mim. Estar junto, dar risada, bater papo, trocar ideia, falar sério e falar bobagem, apoiar e ser apoiada. Gosto e desejo ser a mulher que você gosta de amar. Desejo te encontrar.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
uma oração
Venha cá, meu menino, quero fazer com que essa dor seja curada com toneladas e toneladas desse amor que ainda tenho por ti.
Quero-te um bem enorme, quero-te forte e bem, pois você é alegria na vida das pessoas e, pessoas como você, devem ter um pouquinho de um presente especial reservado em algum lugar que ainda não sei qual é, mas que é bem bonito. E eu sei também que você tem uma estrela na cartola e consegue num piscar de olhos fazer a tristeza virar alegria e a fraqueza virar fortaleza. O bem e o amor tem que propagar, menino e vai ser por nossas mãos!
Menino, perdoe a minha falta, é que as coisas por aqui andam muito apavorante. Mas ando nos teus quintais, velando teus sonos durante as minhas madrugadas insones e sinto também, mesmo do lado de cá, como você não anda bem, que as dores também são muitas. Te quero todo inteiro pra eu poder ficar inteira também! Penso sempre em ti! E te desejo todo o bem com a mesma força que antes!
Infelizmente, penso que o Senhor Caio F. Abreu não tinha razão quando disse que 'as dores são cada vez mais rapidamente superadas'. As dores são cada vez mais intensas e as covardias são tantas. Covardia afetiva, meu menino, eis a questão. As pessoas acham estranho se doar, acham estranho qualquer tipo de gostar. E optam pelo que é passageiro ao eterno e imutável. Eu, não! Insisto no que é belo, mesmo sabendo que ele nos machuca os olhos e a alma. Ai, menino, como você merece o melhor! E queria te abraçar e roubar toda essa dor pra mim, pra te ver de novo do jeito que gosto de te ver, cheio de vida.
Infelizmente, penso que o Senhor Caio F. Abreu não tinha razão quando disse que 'as dores são cada vez mais rapidamente superadas'. As dores são cada vez mais intensas e as covardias são tantas. Covardia afetiva, meu menino, eis a questão. As pessoas acham estranho se doar, acham estranho qualquer tipo de gostar. E optam pelo que é passageiro ao eterno e imutável. Eu, não! Insisto no que é belo, mesmo sabendo que ele nos machuca os olhos e a alma. Ai, menino, como você merece o melhor! E queria te abraçar e roubar toda essa dor pra mim, pra te ver de novo do jeito que gosto de te ver, cheio de vida.
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