quinta-feira, 2 de junho de 2011

DeL


☊ o anjo mais velho

"O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranqüila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você". A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção."

(Rubem Alves)

É muito bom quando nós nos surpreendemos de uma forma positiva com pessoas que menos esperamos. Pessoas que conhecemos e não botamos fé que irão se tornar grandes amigos, aí de repente a identificação é intensa que mesmo com tantas diferenças, acabamos parecendo amigos de infância. Novos sorrisos, elogios e motivos de felicidade, talvez instantânea, talvez duradoura.

Eu tive dois amigos assim: universos, idade, gostos musicais, vida pessoal, histórias de vidas completamente diferentes da minha e uma imensa e verdadeira relação de amizade. Adorava escutar os conselhos deles, via as opiniões de outro ângulo, de um jeito que eu nunca havia imaginado. Era uma rede de amizade e carinho que fazia com que as coisas ruins ficassem um pouco mais leves e as boas melhores ainda.

Tê-los ao meu lado era maravilhoso, podíamos rir, bater papo, trocar ideia, falar sério e falar besteira, dar aquele abraço quando um não estava se sentindo bem ou até mesmo ganhar aquele velho puxão de orelha, mas era de preocupação – sempre achei que foram as pessoas que mais se preocupavam comigo.

Era uma deliciosa troca. Em meio a diversas coisas que passava diariamente, poder contar com pessoas assim era um divino presente.

Meu estado atual de espírito não tem ajudado muito e não ter vocês por perto ajuda muito menos.

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