sábado, 30 de abril de 2011

do tempo que passa, das coisas que ficam


☊ unattainable

"Belos amores perdidos,
Muito fiz eu com perder-vos;
Deixar-vos sim; esquecer-vos
Fora demais, não o fiz.
Tudo se arranca do seio,
- Amor, desejo, esperança...
Só não se arranca a lembrança
De quando se foi feliz."

(Vicente de Carvalho)

Algumas coisas perderam a alegria, perderam sua beleza, seu espaço e desencantaram. Algumas pessoas perderam o lugar privilegiado, perderam o brilho e não conseguem mais produzir. Algumas fotos perderam a cor, perderam significados. Algumas lembranças perderam sua reluzência, perderam valor. Alguns pensamentos perderam a direção, perderam a razão. E por trás dos pensamentos, pessoas.

Eu fiquei sem nexo. Estou deixando de me amar. Lembrei de tanta coisa, uma por uma. Foi como viajar no tempo, só borboleteando entre memórias e sentires e carinhos e distâncias irremediáveis. Não sei mais o que perdi, mas tenho que ficar com os dois pés no chão. Eu tenho um sentimento por algumas pessoas que passaram pela minha vida que nem sei como nomear, talvez seja uma espécie de gratidão.

Preciso acreditar que eu não tenho culpa, mas fins de semana são tão cheios de melancolia, de nostalgia. Agora meu milagrezinho bateu na minha porta. E essas coisas, são poucas, mas tão intensas e de vez em quando bate uma saudade.

Por favor, apague a luz e feche a porta ao sair.

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