sexta-feira, 22 de abril de 2011

sentir



"Costurou então seu coração com palavras macias, gracejos, carinho na ponta dos dedos do pé, beijos na nuca, mãos que circundavam a cintura, com as canções mais bonitas, meias listradas. O seu coração então encheu-se de cor... e ela não quis mais chorar."

(Natália Anson Lima)

A gente sempre pensa que está melhor do que realmente está ou que algumas coisas já foram deixadas pra trás e não voltam ou que não vai sofrer por certas coisas que escolhe deixar de lado. E muitas vezes a gente leva essa rasteira da vida, é como se alguma coisa viesse nos alertar que não temos as rédeas da nossa vida em nossas mãos como imaginamos, existe alguma coisa mais forte no comando pra nos alertar que somos insolentes e egoístas a maior parte do tempo e que ainda falta muito a aprender, mesmo quando você tem conhecimento que não conhece mesmo muita coisa. Para que a escuridão do futuro não tenha importância, pois já tivemos tudo que poderíamos querer e querer mais é apenas ganância. É fato, as lições sempre chegam, uma hora ou outra, de um jeito ou de outro, sempre em ocasiões inesperadas, não vou dizer inconvenientes. Viva a saudade, o amor e a dor. Doer nunca é legal, não é? O pior é quando a dor não é alguma coisa grave, nem é um poderoso drama, é só uma dorzinha delicada e intensa, uma inflamação que fica lá, irritando e te alertando de quem você realmente é. Pequenas dores também irritam. 

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