sábado, 9 de abril de 2011

pra que conste


"-Oi-tudo-bem-e-aí-tô-ligando-pra-saber-se-você-vai-fazer-alguma-coisa-hoje-à-noite. Como se a gente tivesse obrigação de fazer alguma coisa toda noite. Só porque é sábado. Essa obsessão urbanóide de aliviar a neurose a qualquer preço nos fins de semana, pode? Tenho vontade de dizer nada, não vou fazer absolutamente nada. Só talvez, mais tarde, se estiver de saco muito cheio, tentar o suicídio com uma dose excessiva de barbitúricos, uma navalha, um bom bujão de gás ou algo assim. Se você quiser me salvar, esteja a gosto, coração."

(Caio Fernando Abreu)

Não busco estorvos, defeitos ou talvez alguma coisa que me motive a perder o gosto por alguém.
Não busco mimos, atenção, satisfação carnal ou coisas do tipo.
Então, parece certo.
O que eu desejo é tão singelo que não se encaixa em um padrão.
O que eu desejo é tão inocente como sentir o ar suave de uma manhã tranquila.
O que eu desejo é tão normal quanto adolescentes procurando as delícias mundanas!
Bom, quem sabe eu nunca tenha deixado de acreditar, de fato.
Só desejo!
 

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