sexta-feira, 8 de julho de 2011

algo a mais


☊ mesmo sozinho 



Ontem eu sai na chuva.

Senti-me como provavelmente se sentiu Colombo ao descobrir a América – apesar de eu ter quase certeza que ele não sabia que tinha descoberto um continente desse tamanho.
Há bastante tempo que eu não fazia alguma coisa que me deixasse inocentemente feliz: tomar chuva.
Por isso, há beleza na solidão.
Apesar do frio e do vento congelante, lavei um pouco a minha alma.
Não podia continuar só a encenar a gloriosa felicidade.


Senti como se cada gota que caia fosse cada afeto que se dissipava.
Foram 15 minutos.
Ensopada; naquela tarde solitária.
Eram pensamentos que viraram ações.
Com minha alma fria; senti tocar cada pingo da chuva gelada.
Era felicidade sem razão.


Ontem eu sai na chuva.
Com a razão evaporada.
Com a alma lavada e fria.

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