terça-feira, 5 de julho de 2011

os detalhes que atentam



Nasci numa primavera. Foram 13 horas até conseguir chegar ao mundo. Ganhei alguns presentes, mas o que eu mais gostei foi uma boneca de pano com os cabelos vermelhos, dada pelo meu avô, esta boneca ainda existe. Quando fiz 4 anos, ganhei outro presente do meu avô, um balanço sob uma mangueira que ficava no quintal de casa, lá era meu refúgio. Era onde brincava por horas com minha boneca de pano, chamada Beatriz. Sempre tive os cabelos curtos, até começar a escolher minhas roupas e meu corte de cabelo. Cresci. A casa começou a ficar pequena, mas um dia ficou grande de novo. Sofria muito por me questionarem por pensar demais, por me trancar no meu mundinho particular, mas eu não achava/acho isto errado.
Adoro uvas. Preciso vestir diariamente roupas escuras, apesar de gostar de roupas claras. Tenho preguiça de usar batom. Tem dias que só quero ficar na cama, ouvindo músicas. Filosofia, poesias, Carpinejar, Caio Fernando Abreu e Nietzsche. Uma coberta com 20 anos. Papéis, canetas, cartas. Distraio-me pegando uma rua qualquer. Andando consigo ter minhas melhores ideias e sempre acho que devo comprar um gravador. Curto, choro, vivo. Adoro ficar sozinha, mas tenho medo de ficar sozinha pra sempre. Suco de laranja. Empadão de frango. Aprendi a ter paciência. Fobia à aves, mas gosto de comer carne de aves. Adoro o sol e de olhar as estrelas à noite. Rock alternativo. Cerveja e cigarros. Batata frita. Olhar o pôr do sol. Tatuagens. Eternal Sunshine of the Spotless Mind e Elizabethtown. Coldplay. Massagem, carinho e ócio. Parede riscada. Inglês. Pará. Castanhal. O cheiro da primeira vez, perfumes, maquiagem, roupas novas, planos, viagens, romance, conquista, sedução, entrega, verdade. Bar do meio. Café com polenta da mamãe. Manter todas as coisas perto pra não esquecer quem sou.

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