sexta-feira, 22 de julho de 2011

uma personagem sem nome




"Nunca esqueci a experiência de quando alguém botou a mão no meu ombro de criança e disse:
- Fica quietinha, um momento só, escuta a chuva chegando.
E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva: nela a gente se refaz para voltar mais inteiro ao convívio, às tantas frases, às tarefas, aos amores. Então, por favor, me dêem isso: um pouco de silêncio bom para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito além das palavras de todos os textos e da música de todos os sentimentos. Silêncio faz pensar, remexe águas paradas, trazendo à tona sabe Deus que desconserto nosso. Com medo de ver quem - ou o que - somos, adia-se o defrontamento com nossa alma sem máscaras."


(Lya Luft)

Ela fez um pedido na noite passada, justamente quando uma estrela cadente decidiu passear. E olhem só: A certeza veio! Algo que a devolveu a vontade de ser humano. O céu jamais esteve tão repleto de estrelas. O céu a deu respostas e de lá saiu caminhando em nuvens. O céu conspirou em favor ao desejo da moça, pela primeira vez o céu fez um sinal positivo. Então foi assim. A moça foi depressa falar pra mãe sobre a maravilha que é a vida. E achando injusto o que tinha feito ao longo de toda vida, retirou da caixinha as estrelas que colecionava em segredo e as colocou por perto. Ela foi tudo o que se tornou. Em cada estrela, um amor em sua vida. Para que coloquem suas estrelas, para que recolham seus amores. Mas pra isso, é necessário acreditar! Acreditar nas estrelas e especialmente nos amores.

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