terça-feira, 12 de julho de 2011

fascismo emocional


☊ save you 



"Ele pintava no céu as cores de sua imaginação. Desenhava nuvens de chuva em espera, guardada para aqueles momentos mágicos de sorrisos que se tocam. Eles gostavam da chuva, de nuvens e cores e da felicidade boba feita de pequenos momentos eternos."

(Regis Falcão)



Por que depois de bastante tempo eu ainda quero uma pessoa bem parecida com você? Será querer demais? Uma pessoa que me faça sorrir até mesmo em momentos ruins. Que não ame o amor. Que me inspire desejos de fazer coisas que jamais tive coragem de fazer e me mostre novos jeitos de enfrentar a vida. Que me ache bonita, mesmo se eu estiver chorando. Que me leve aos lugares mais excitantes. Que me ofereça os sabores mais extravagantes, as vontades mais loucas. Que me coloque num pedestal e logo depois me tire, quando a gente brigar. Por que mesmo conhecendo todo seu pior lado, só penso no seu melhor lado? Porque você me viu como eu sou, gostou de mim pelo o que eu sou, não pelo papel que eu desempenhei na sua vida. Aquele colo tão confortável se despedaçou em várias histórias idealizadas. E nesse perfeito instante só não sou tão vazia, porque ainda me mantenho das sobras que vejo da sua vida. Mas, acima de tudo, enxergando isso. As fotos das suas viagens, suas novas companhias, seu novo estilo de cortar o cabelo. E te dizer que estou triste, estou com raiva, estou com um monte de coisa. Tudo, visivelmente tudo, exprime a sua felicidade que é compartilhada com outro alguém.

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