"E re… nasceria, depois. Em cada amanhecer, renovada e sempre a mesma, endurecida em sua natureza."
quarta-feira, 20 de julho de 2011
vespasiana
☊ give me a sign ♪
Mãos transpiram, olhos arregalados, coração acelerado, pernas agitadas, sensações de quem está apaixonado. Ou então está a ponto de um infarto. De qualquer modo aplica-se a um mal do coração. Como é chato não passar por nada disso. Não ter a quem amar, em quem ficar pensando durante os momentos de ócio do dia, com quem sonhar, para dedicar cada palavra mal rimada, como é ruim precisar conter todo o sentimento oculto em qualquer cantinho dessa vida quase desprezível que vivo. Não parece terrivelmente injusto? Empurrar pro cantinho pra não acabar dando a quem não é merecedor ou indo dissipá-lo todo com as ofensas e mágoas e lembranças ruins. Porque quando a gente ama, o passado fica muito longe e as possibilidades de futuro se apresentam como única forma de salvação. Não sei se fico mais fraca quando amo ou quando não amo. Às vezes me sinto tranquila, simulacro de um real coração, orgânico, só músculo a pulsar. Amar é benéfico mesmo quando dói? Existe curativo para um coração que teima em se machucar, mesmo sem ter motivo? Existe calma para um bater incessante de asas que seca a garganta? Existe remédio para ferimentos que não se curam apesar do tempo que passou? Existe remédio ou muletas para apenas existir? Existe solução para quem ama, mas está sempre só?
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