Não tenho asas como as borboletasPor esse motivo meu voo é através das palavrasNão estou certa do que desejoPor esse motivo perco a esperançaNão compreendo o que sintoPor esse motivo algumas vezes escondo a verdadeNão tenho mais você na minha históriaPor esse motivo arrancá-lo-ei da memória E sempre torno a pensar em você, na hora que vou dormir, no momento que acordo, penso se talvez em alguma parte do seu dia, pense na menina amarela e pés engraçados que ocupava seus cafés e algumas vezes te fazia rir."Como eram mesmo aqueles versos que falavam em primaveras, em morrer, em nascer de novo? Como eram, você lembra? - ele perguntou subitamente ansioso e meio infantil, puxando-a pelo pé como fazia às vezes nas manhãs de domingo, quando ela demorava a acordar e ele insistia cantando cantigas inventadas num ritmo de caixinha de música: Venha ver o sol oh meu amor! vista sua saia, vamos para a praia! o dia está tão lindo oh meu amor! hoje é domingo lindo de sol.
(...)
- Cecília Meireles, era Cecília Meireles, era um poema assim que eu dizia: “Levai-me por onde quiserdes! aprendi com as primaveras a deixar-me cortar! e a voltar sempre inteira”.
Ele apagou o cigarro. Depois bateu palmas como uma criança:
- Que bonito, que bonito. Como é mesmo?
- E recitaram juntos (...) “Levai-me por onde quiserdes! aprendi com as primaveras a deixar-me cortar! e a voltar sempre inteira”."
(Caio Fernando Abreu )
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- Cecília Meireles, era Cecília Meireles, era um poema assim que eu dizia: “Levai-me por onde quiserdes! aprendi com as primaveras a deixar-me cortar! e a voltar sempre inteira”.
Ele apagou o cigarro. Depois bateu palmas como uma criança:
- Que bonito, que bonito. Como é mesmo?
- E recitaram juntos (...) “Levai-me por onde quiserdes! aprendi com as primaveras a deixar-me cortar! e a voltar sempre inteira”."
(Caio Fernando Abreu )

Fala serio moça.
ResponderExcluirNão se esconda, demonstre o que você deseja, apenas não fale.
Sacou?
Memória...memória...memória...
ResponderExcluirfoi lá na alma!
bj de dentro