"Em minha casa reuni brinquedos pequenos e grandes, sem os quais não poderia viver. O menino que não brinca não é menino, mas o homem que não brinca perdeu para sempre o menino que vivia nele e que lhe fará muita falta."
(Pablo Neruda )
(Pablo Neruda )
Bem esquisito isso, que a gente está sujeito a se difundir e ir tão longe e que para isto seja suficiente a gente se dar. Sei lá. O legal é que a gente se torna livre e, do nada, lá está o tempo, intercedendo por nós. Eu queria compreender porque algumas decisões na vida são tão difíceis de serem tomadas. As palavras e pensamentos, tão completos que renunciam de ter bom senso. Mas tristes ficam. E bastante. Porque é tão complicado aceitar o risco, jogar todas as fichas no que se quer e acreditar e, daí por diante, encarar o que vier e lidar com as coisas conforme elas acontecem. Entoam e declaram e para que mais tenha que existir palavras e pensamentos tristes na vida? Será que tudo tem mesmo que ser tão analisado, pensado, medido e ponderado? Se alterarem alguma coisa, por minúscula que seja, enorme ganho. A vida não fica previsível e chata demais assim? Atos são atos, não importa o tamanho. A persistência, bem mais útil do que a velocidade. Ir ligeiro não é o mais útil. Mesmo porque desse jeito se deixa passar a paisagem durante a viagem. Será mesmo que o que a gente sente deve ser deixado de lado em função daquilo que é mais 'prático' ou mais 'racional'? Pegar o lugar à janela e admirar a vista agradável, permitir-se fantasiar e esquecer-se por entre as flores amarelas e azuis, tão azuis como você nunca havia pensado que realmente seriam. E o arco-íris. Sem pote de ouro, exposto para a mais imparcial admiração. Poxa, é de graça, aproveite! Desse jeito, como a vida faz-se grande, vezenquando.
Hoje me vi livre, liberta dessa alucinação maluca de desejar ter significado.
Hoje me vi livre, liberta dessa alucinação maluca de desejar ter significado.

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