☊ sonnet ♪
"A noite ultrapassou a si mesma, encontrou a madrugada, se desfez em manhã, em dia claro, em tarde verde, em anoitecer e em noite outra vez. Fiquei. Você sabe que eu fiquei. E que ficaria até o fim, até o fundo. Que aceitei a queda, que aceitei a morte. Que nessa aceitação, caí. Que nessa queda, morri. Tenho me carregado tão perdido e pesado pelos dias afora. E ninguém vê que estou morto."
(Caio Fernando Abreu)
(Caio Fernando Abreu)
Releio textos antigos, faço chover papel picado. Se ao menos tivesse outros poderes ou mesmo outras capacidades...
Minha sombra dança no meio da sala ao som daquela música que não me sai da cabeça e eu permaneço aqui, estática, lembrando; sobretudo uma capacidade desumana de sonhar, que não me combina com mais nada e me deixa um vazio angustiado no peito quando me ponho a pensar.
Já nem me recordo mais quando fiz amor por alguém.
Nenhum comentário:
Postar um comentário