quinta-feira, 26 de maio de 2011

traduzir-me




☊ gravity ♪

"Doer, dói sempre.

Só não dói depois de morto.
Porque a vida toda é um doer."

(Rachel de Queiroz)



Por que hoje está sendo um dia tão irritante? Hoje eu queria simplesmente estar feliz e esperar de coração que isso fosse contagioso só de olhar.
Por que certas palavras tiveram o poder de me tirar do sério? Será que só eu estou perdida no tempo, sem chance de ser ou querer outras coisas se não aquelas que eram e queria, já tão cheia de ter esperanças?


Por que aquela redoma de palavras ainda tem tanta importância pra mim? Esse é o ponto do caminho em que devo me perder do motivo da caminhada?
Por que o meu primeiro artigo assinado não conseguiu me deixar feliz? O cansaço não me perdoou os ombros, acumulou seu peso e já não me permite caminhar sem um momento de descanso?


Cada letra escrita, cada sílaba mencionada, cada verso lido. Rendi-me. Sem pensar muito a respeito, reduzi a marcha, parei sem aviso e me sentei à beira.


Hoje, eu desejei ser cega e não saber ler.

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