☊ call the police ♪
"Primeiro só via a pessoa ali sentada sozinha e achei que era um perigo ficar tão na beirada. Quando olhei de novo a pessoa estava de pé... E abriu os braços, mas não se atirou: saiu voando feito uma garça, devagarinho, meio planando, e não era depressa não, era devagar. Bonito de se ver..."
(Lya Luft)
Escrevi exatamente a frase inicial do texto e, inacreditavelmente, o papel voou com o vento, atravessou a janela e saiu voando como uma ave raquítica. Isso aí. Arregalei os olhos, os sustos têm sido normais, todos os dias, mais tarde nem isso, constantes voos de papéis, o celular que toca quando penso em te ligar, os livros espalhados pela casa, o filme que começa sozinho na sala, a certeza que o empadão ficou pronto. Tipo da coisa que só se sabe quando se vive. Hoje é um dia como outro qualquer, normal. Acho é graça.

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