quarta-feira, 4 de maio de 2011

sobre o interior transbordante



"Inventa a eternidade na simples comoção de olhar uma estrela. Basta que a olhes pela primeira vez, depois de a teres olhado inúmeras vezes. E, então, não precisarás de nenhum deus que te ponha a mão no ombro e diga estou aqui. Uma estrela espera-te desde toda a eternidade. Procura-a. E vê se a não perdes durante a vida inteira. A tua estrela pode não estar no céu. Põe-na lá."

(Vergílio Ferreira)

Talvez a palavra seja auto-sabotagem. É difícil manter aquela imagem que você já não acredita. É inacreditável como a gente, em muitas vezes, cria armadilhas pra si mesmo na vida. E o primeiro impulso é mesmo a vingança, seja mostrando que se está feliz da vida, seja fazendo pequenas maldades. Quando a gente se toca, geralmente, é tarde demais. E tudo desaba. E outra vez, um pouco da gente se apaga, perde o brilho. Ou melhor, morremos um pouco ou nos matamos um pouco. Outra vez. E isso só traz amargura.

Outra vez, a gente mesmo causa a nossa morte. Em partes. E é bobagem cometer os mesmos erros. Não consegue se libertar.

Me vejo em mais uma armadilha criada por mim mesma. De novo. Minha vida mudou tanto em tão pouco tempo, que sinto que perdi o jeito, o tom com algumas pessoas que eu gosto tanto.

E bate a saudade. Outra vez.
 

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